E olha essa mudança de clima. Torturante. Mas, percebe que a cama fica mais aconchegante, mais acolhedora. Os pingos de chuva acompanham meus batimentos e bom, cai bem essa música agora. Eu sinto saudades, assumo. Por meados dessa época, assim mesmo, com o vento gelado, que a gente ia viver das luzes noturnas, fugindo dos olhares, nos escondendo para viver do que nos fazia feliz. Eu sou uma louca de tá falando essas coisas. Lembrei-me da garoa e teu corpo encontrou-se ao meu, ali, debaixo daquela chuva que engrossara a pouco, era tão boa a sensação proibida. Pelo amor! O que eu estou dizendo? Esqueço-me de meu orgulho com tanta facilidade… Mas, é irrelevante. Eu achava que era meu porto seguro, mas na verdade era uma parte de meus problemas. Não, eles não se esvaíram contigo, acho até que triplicaram, tenho que lidar com essa nostalgia vez e outra. No fim, é isso… Monotonia, falta do que pensar, rotina, mesmice, tédio. Vai ver que nem é saudade… Não sei, a lembrança ainda machuca um bocadinho. Quem sou eu para afirmar então?! Com um expirar tudo se vai da mesma forma que chegou, ou voltou, assumo.

LaryssaCasvine, Sentin-ela


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